Em meio à crise envolvendo denúncias da chamada “máfia do Fundeb” e sob forte pressão política, o prefeito Preto anunciou que irá encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei prevendo a incorporação dos reajustes ao salário-base dos professores da rede municipal.
A medida surge após cobranças constantes dos vereadores de oposição, Dr. Júnior Castro e Jociedson Aguiar, que vinham defendendo a correção da distorção criada ainda na gestão do ex-prefeito Carlinhos Barros. Desde então, os reajustes do magistério passaram a ser pagos como gratificação, o que, na prática, trouxe prejuízos à carreira dos docentes, especialmente em relação a progressões, quinquênios e aposentadoria.
No ano passado, durante a tramitação do Projeto de Lei de reajuste do magistério, os parlamentares da oposição apresentaram emenda para garantir a incorporação dos valores ao vencimento-base. À época, a proposta foi rejeitada pela base governista.
Agora, acuado pela pressão política e pelo desgaste provocado pelas denúncias envolvendo recursos do Fundeb, o prefeito recua e anuncia o envio do projeto, reconhecendo, ainda que tardiamente, a necessidade de corrigir o que muitos professores classificam como uma das maiores injustiças cometidas contra a categoria nos últimos anos.
Para a oposição, a medida representa uma vitória dos educadores e da luta parlamentar em defesa da valorização do magistério.

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